Périplo
Périplo é viagem. A minha é infinita... Sempre começando a mesma minha incursão em mim. E começá-la!
domingo, 5 de maio de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
hora muda
o que morre,
que mata
Silêncio eloqüente
no pensamento
cala
a mudez fala
com voz ríspida
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
insone
alta madrugada.
cessam sons.
sibilam, distantes, grilos, talvez
só, o nada fala
tudo cala
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Silentes
segunda-feira, 16 de julho de 2012
viverso
no meu dentro
ondula
enjoa
torna-se eu
toma-me seu
desmede-se
despede-se
fica.
não sai,
não nasce,
e é.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
barulhinho bom
Tempestas
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
lá
formiga ao vento
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
manhecendo
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
aguada
domingo, 28 de agosto de 2011
Primavera
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Ampulhetas
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O vazio da pasta de dentes

Escorregou as costas frias pela parede de ladrilhos brancos cinzentos do banheiro até o chão. Perdidos olhos no muito vazio, fixavam-se no nenhum lugar.
trabalho vazio
casa vazia
coração vazio
O tubo de pasta de dentes vazio detonara seu perdimento.
Quando ainda quase no fim, havia renovado, na semana última, os votos da insípida vida a dois nada conjugada.
Todos esses pra trás dias, o tubo magro, retorcido já, dava um tico espesso da substância única que comungava com o marido. Hóstia pastosa, espremida, ungia, como uma nesga de esperança. Instava que tudo ia bem. Resíduo das coisas, lembranças, de uma quase alegria difusa que povoava a memória gasta do apartamento.
Resistira restando a gosma branca da pasta que ele retirava com força, um pouco antes dela, que fingia dormir pra não se despedir, na cama, espaço um dia de rito, agora de sacrifício.
Hoje, tubo findo, procurara em vão um tubo outro de pasta de dentes nos mofados armários e via, afinal, que as sobras eram nada.
O conforto do cômodo incomodava seu corpo com o peso amassado do tubo.
Pegou a bolsa, as chaves do carro e ia saindo, depressa, portas abertas, lembrou-se de deixar-lhe um bilhete:
“Desculpe, a pasta de dentes ficou vazia.”
terça-feira, 19 de julho de 2011
despertar da inconsciência

quinta-feira, 30 de junho de 2011
Noite no jardim
vagalumiavam luzes
pequenas
no mais noite do jardim,
pisca piscando
no breu
imitavam estrelas
meus olhos perdidos nas vistas...
rodopiante morcego
retraz a escuridão num susto!
voo tronxo: vaievem.
vai e vem
vai
e
vem
- nos seus escuros
sexta-feira, 3 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
poema em linhas tortas
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Des existo





















